Uma combinação entre a delicadeza e melancolia do piano de Tiersen com a depressão rocker de Wright. Deu num disco lançado em 2005.
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Noite Rock’n Roll nesta sexta-feira no 92º com as bandas:La Carne (SP)Popstars Acid Killers (SP)Gruvox Folhetim UrbanoÉ uma data especial, pois brindaremos o lançamento em Curitiba de um dos melhores discos de 2009 – “Granada”, da banda Osasquense La Carne. Também de São Paulo vem a explosiva Popstars Acid Killers (PAK) mostrar seu rock aos Curitibanos. Gruvox e Folhetim Urbano representarão o Rock da Capital paranaense. O casal De Inverno discotecará o melhor do independente a noite toda.Confira!
Segue então o melhor dentre os discos solo do Ian Brown. É o primeiro da carreira solo do músico, de 1998. Um disco cheio de energia, dançante, com guitarras fortes e com muita personalidade. Até sitar tem, pra se ter uma idéia, e sem ser pedante, o que é raro quando o instrumento indiano é usado por grupos de rock. Este disco, para mim, supera qualquer trabalho dos Stone Roses. Tá, vou falar francamente, este disco faz lembrar um tempo em que a responsabilidade estava sempre em segundo plano...
Ex-vocalista da cultuada banda inglesa Stone Roses (parece que voltou, é isso?), Ian Brown conseguiu superar musicalmente sua antiga banda (ramiro falando). Na verdade nunca fui muito fã de Stone Roses, mas Brown solo foi uma grata surpresa. Este disco, "solarized", é de 2004 e mostra a faceta pulsante de um dos membros mais importantes da cena de Madchester. Ele quase veio ao Brasil e estava pronto para tocar na Pedreira, aqui em Curitiba, mas as negociações não deram certo. Uma pena. Se não me engano, ele estava escalado no Tim que contou com a participação do Beastie Boys e Patti Smith. Na sequência disponibilizarei o disco que mais gosto de Ian Brown, intitulado "Unfinished monkey business". Vale a pena conhecer melhor este figura.
Estes são os melhores músicos de post rock do planeta. Conhecem o elemento surpresa e a dinâmica como ninguém. Faz bem sair um pouco do nosso universo musical.
O velho monge não acredita em mais nada. Quiçá jamais tenha acreditado em algo. Na verdade "acreditar" é um verbo indefinido para ele. "Dar um jeito nesta desordem é simplesmente impossível", disse uma vez. "Seria mais fácil ver um macaco escrever em inglês do que perceber uma evolução humana", comentou sorridente. São 109 anos atravessando o rio da lama todos os dias e, por vezes, o marrom é tingido de vermelho. Não à toa são tocados os gongos fúnebres. O velho não cansa de visualizar o inatingível. Às vezes fica por até uma semana sentado com seu cachimbo apagado e pendurado na boca, com os olhos vidrados na floresta. Sabe que dali o grande gorila o observa. Olhos de vidro contra olhos d´água. A fera medita enquanto o monstro respira. "O objetivo de alcançar o dharma já foi alcançado pelos bichos há muito tempo. Desta forma, somos a base da cadeia pensativa", disse o velho. "Buscamos as qualidades naturais enquanto calçamos sapatos que nos desligam da Terra. Simples demais para entendermos, não acha?" - Sim, responde o branco barbudo. O velho levanta, abre os braços e faz uma reverência às montanhas. No fundo ele estava orando para que os vulcões do mundo todo entrassem em erupção simultânea, para que assim um novo mundo fosse formado. A paz do velho só é quebrada pelos abalos sísmicos da meia-tarde. O gorila abraça seus filhotes. O branco barbudo abraça a carteira. O velho sorri e abraça a vacuidade logo a sua frente.
Trilha sonora do clássico filme "vampyros lesbos", de 1971, dirigido e escrito por Jesus Franco. A trilha sonora é sensacional: grooves com pitadas de psicodelismo. 